Eu tenho uma certa paixão por mitologia antiga. Suas estorias são muito interresantes.

Essas três que eu vou postar se assemelham muito com um capitulo de novela mexicana (cheia de barracos, intrigas, baixarias e pancadarias; chegam a ser engraçadas).

A humanidade sempre teve criatividade de sobra e inventou diversas formas de explicar os fenômenos naturais e os acontecimentos da vida. Dessas histórias saíam personagens e tramas um tanto interessantes – e os deuses, cheios de características próprias da imperfeição humana, eram muitas vezes violentos, fanfarrões, barraqueiros… Reunimos 3 mitos envolvendo algumas dessas entidades, adoradas por indianos, egípcios e nórdicos.

O deus indiano danadinho (!)

Os indianos acreditam que o deus Vishnu, responsável por proteger a ordem do Universo, volta e meia vem ao mundo físico para livrar a humanidade de perigos. Sua oitava encarnação foi Krishna – famoso por derrotar demônios. Isso quando adulto porque, quando pequeno, o deus era muito danadinho. O moleque adorava roubar manteiga e melecar os arredores, incluindo a casa dos vizinhos (o que lhe rendeu castigos). Mais velho, trocou a manteiga pelas garotas. Uma vez, quando era adolescente, viu um bando de meninas tomando banho em um rio e decidiu esconder as roupas que elas tinham deixado na margem. Só concordou em devolvê-las quando cada uma delas saiu da água com as mãos levantadas em súplica. Espertinho, né?

Os deuses barraqueiros do Egito

Os deuses egípcios tinham uma relação um tanto problemática entre si. Quer ver? Primeiro, o deus Seth matou e fez picadinho do irmão Osíris. Depois, xingou a deusa Ísis, sua cunhada, de prostituta. O sobrinho Hórus, tomando as dores da mãe, foi tirar satisfações com o tio e os dois saíram no braço. Vendo que o filho estava em desvantagem, Ísis atirou um arpão contra Seth, que acertou Hórus. O garoto, furioso, decapitou a mãe e castrou o tio, que lhe furou um olho. Barraco!

O deus nórdico que gostava de fazer mágica – e o outro que disse que isso era coisa de mulherzinha

A religião dos vikings (povos de origem germânica que povoaram principalmente regiões da Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia) não possuía dogma principal, livro sagrado nem templos. Era povoada de elfos, fadas, monstros, anões e gigantes (sim, Tolkien se inspirou muito aí). Para completar, é claro, também havia os deuses. Seu chefe era Odin, um senhor de aspecto amedrontador que tinha longos cabelos e um olho só (ele próprio teria arrancado o outro em um acesso de ira e muita macheza). Certo dia, ele encheu de pancada outro deus, Loki, que havia dito que fazer mágica (hobby de Odin) era coisa de mulher. O provocador Loki praticava tantos roubos e assassinatos (e enchia tanto o saco dos outros deuses) que acabou condenado a passar o resto da eternidade em uma caverna.

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Fonte: Revista Super Interessante

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